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Síndrome Braquicefálica o que é isso?

Há alguns meses atrás meu sobrinho amado, Tigrinho, um bulldog inglês foi tomar banho em um pet shop de confiança e  teve uma síncope, foi um susto muito grande. O pet shop não teve nenhuma culpa. O meu sobrinho apenas ficou nervoso e “esqueceu”de respirar!  Fiquem tranquilos ele esta bem.

Como isso acontece, e por quê?

As raças de cães e gatos braquicefálicos são aquelas raças de focinho bem achatado, aonde temos um focinho praticamente na mesma linha do nariz.

Comumente esta síndrome é observada em cães, como Shih tzu, Lhasa Apso, Maltês, Boxer, Buldogue inglês e francês, Cavalier King Charles Spaniel, Pequinês, Pug e Boston terrier e, em alguns gatos como o Persa e Himalaio, a síndrome é importante devido à gravidade dos sinais clínicos e em seu potencial risco de morte.

A síndrome braquicefálica, também denominada síndrome das vias aéreas braquicefálicas e síndrome de obstrução das vias aéreas braquicefálicas, são caracterizadas por apresentar uma ou mais anormalidades anatômicas congênitas das vias aéreas superiores, ou seja, os cães bradicefálicos já nascem com dificuldade para respirar.

 Essa dificuldade para respirar pode ser devido a estenose dos orifícios nasais, aonde a abertura do nariz é muito pequena e normalmente o cachorrinho ou gatinho precisa fazer força para respirar e em alguns casos precisa respirar com a boca aberta quase que o tempo todo. Na literatura veterinária encontrei dados que dizem que este achado ocorre em 50 % dos cães destas raças. Confesso que no consultório já percebi muitos cães destas raças citadas com um nariz bem pequenininho.

  O prolongamento do palato mole já é observado na maioria dos casos, e nada mais é do que um alongamento do “céu da boca” que dificulta a passagem do ar. Existem casos em que é necessário operar para retirar esse excesso.

 A hipoplasia traqueal, e o colapso laríngeo também são encontrados em cães portadores desta síndrome.

Os sinais clínicos dependem da intensidade da obstrução do fluxo aéreo nas vias aéreas superiores, podendo variar de suaves a severos.

Nos casos mais leves eles normalmente apresentam respiração ruidosa, tosse, alteração vocal, tentativas de vômito, engasgos, espirros e  intolerância ao exercício.

Nos casos mais graves dispnéia, mucosas pálidas ou cianóticas, agonia respiratória e síncope.

A síncope é a apresentação mais grave da doença e caracteriza-se por perda da coinciência, podendo levar o animal á uma parada cardiorespiratória e morte.

Esses animais, em sua maioria, não conseguem regular sua temperatura corporal podendo haver hipertermia e ainda agravando-se a sintomatologia em temperaturas ambientais elevadas, foi o que aconteceu com meu sobrinho Tigrinho.

Vale a pena ressaltar que não são todos os cachorrinhos e gatinhos destas raças que possuem a síndrome. Porém devido as  suas características anatômicas devem sempre ser avaliados por um médico veterinário.

Os portadores desenvolvem normalmente problemas cardíacos e devem sempre fazer exames como eletrocardiograma e ecocardiograma.

Tudo o que falei neste post explica a nova postura da GOl, empresa área que não transposta mais cães braquicefálicos. Veja aqui as novas normas.

Cuide do seu amiguinho de focinho curto e ele viverá bem e por muito tempo.

Coloque aqui no Blog Sobre Cães e Gatos aas suas dúvidas e opniões. Escreva neste post.

01

12 2011

Vou falar sobre amor por cães e gatos

Para começar gostaria de dividir a minha história pessoal. Desde que me entendo por gente pensava em ser veterinária. Sempre tive muitos amigos de quatro patas, principalmente gatos, a primeira a Laidy, fez com a família de felinos ficasse grande, ela só tinha cria no meu armário, me recordo de muitas vezes quando criança  abrir uma gaveta e me surpreender com filhotes miando baixinho, e todos os dias acordar com ronronadas e um dos gato afofando a na minha barriga. Que delícia!

Meu primeiro cão, o Duque, um SRD, foi meu melhor amigo na infância, e decisivo na escolha da minha profissão, partiu com 19 anos, quando eu já estava atuando como veterinária, penso nele com gratidão e lágrimas nos olhos, ele me apresentou este mundo maravilhoso de amizade, fidelidade e companheirismo dos cães.

 A minha família hoje é formada pelo Yuri, cão Poodle 13 anos, Pipoca, cachorrinha Maltês 2,5 anos, Preta felina SRD (vira-lata para a maioria, depois que casei ela ficou morando com meu pai) 7 anos, Padme felina Chartreux 2 anos, Gato (o nome dele realmente é Gato) felino Persa, 9 anos, este último é da minha sogra, frequente se hospeda em nossa casa e já é considerado da família. Esta turminha é a minha paixão e fonte de inspiração diária.

Aqui vocês irão conhecer histórias desta turma, aliada as minhas experiências atuando como veterinária de cães e gatos há nove anos.

Pretendo oferecer soluções para as dificuldades do dia a dia, falando como proprietária que sou e também como veterinária.

Sou uma apaixonada por focinhos gelados, abanadas de rabo, olhinhos atentos, ronronados e também rosnadas e mordidinhas. Quero dividir esta paixão com vocês!

Então vamos lá… falar sobre cães e gatos.

Sejam bem vindos!!

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07 2011