Archive for julho, 2011

Série felinos e suas Manias – 1o Post

Que anjo!

Todo dia ela faz tudo sempre igual me sacode as seis horas da manhã… Chico  Buarque quando escreveu esta música não sabia mas estava falando de um gato.

Todo dia temos as mesmas tarefas, e inconscientemente oferecemos uma rotina para o nosso bichano e ele… aceita é claro, gatos adoram rotina, são metódicos, e quando nos damos conta já somos seus reféns, estou errada?

A rotina faz parte da essência dos felinos. Tente mudar para ver o que acontece, primeiro ele vai ficar indignado, miando, reclamando para que tudo volte ao “normal”.

A mudança pode deixar o gato doente.

O que acontece normalmente é o aparecimento de cistite (infecção na bexiga), ou lipidose felina (doença grave causada pela falta de alimento, quando o gato para de comer).

Mas o que fazer se temos que mudar algo?

Vamos falar primeiro da mudança de ambiente, para uma casa ou apartamento novo.

O bichano precisa de tempo para sentir- se seguro na casa nova, temos que ter paciência.

Antes de mudar o ideal é levar o cheiro do gato para a casa nova. Utilize um pano novo, e esfregue no pêlo próximo dos bigodes, assim ele libera um ferormonio que indica que o território é dele, este pano você passará nas laterais das portas. Importante fazer este processo após ter limpado a casa para mudança, pois a limpeza vai retirar o cheiro do gato do ambiente.

O segundo passo é levá-lo em uma caixa de transporte, e deixar ele na caixinha por um tempo. Tirar o gato a força só vai deixa-lo mais inseguro, leve-o para um cômodo e solte-o lá, neste ambiente coloque a caixa de areia, e os potinhos com água e comida. É normal ele querer se esconder em baixo de algo para se sentir protegido.

Mostre o restante da casa aos poucos, continue todos os dias passando o paninho pela casa.

Pode-se usar também o Feliway um produto que mimetiza o ferormonio liberado nos bigodes. Este ferormonio da Ceva Laboratório Veterinário, pode ser encontrado em duas apresentações, a em spray e o difusor. O difusor é o indicado neste caso pois ele vai atuar no ambiente.

Dê um tempo para o seu gato se acostumar,  tenha paciência , ele vai se adaptar.

Você irá gostar dos outros post da Série Felinos e suas Manias

No 20 post curiosidades sobre o sono dos felinos

No 30 post você encontrará dicas para ensinar o seu gato a utilizar a caixa de areia.

 

26

07 2011

Comer devagar, para alguns um desafio!

Que Delícia!

Hummm comidinha gostosa… Vou comer, pensou meu poodle bem gulosinho, tenho que ser rápido, pois ela esta chegando, olhando para minha maltês que se aproximava, Hum… Comi demais…  Minha barriga está doendo…

Cachorro guloso, ansioso ou competitivo, come rápido, o que não é saudável para os nossos amiguinhos. Este comportamento compulsivo pode ocasionar vômito e obesidade.

Para os amigos de grande porte temos um risco maior, o de morte, por torção gástrica.

O alimento ingerido com rapidez não satisfaz, não é digerido e os nutrientes importantes não são aproveitados.

Nós humanos dividimos as nossas comidinhas em no mínimo três refeições, café, almoço e jantar, então pergunto por que seu cão deve comer apenas uma vez ao dia?

Dividir o alimento é o primeiro passo, podemos também utilizar de potes para ração que dificultam apanhar o alimento e obrigam o ansiosinho a comer devagar.

Os modelos são diversos, um em forma de forma de bolo.

Durapet Slow Feed Bowls

Outro com a parte interna dividida, fazendo com que a ração fique em diferentes compartimentos.

Comedouros com divisórias internas

Outro modelo é um pote normal, mas com um obstáculo, uma bola. Esta bola é feita de dois materiais, porcelana e aço inoxidável é lavável e bem resistente.

Omega Paw Portion Pacer Ball

Os preços dos comedouros variam de $10 á $30, somente a bola é aproximadamente $15, os produtos podem ser encontrados na Amazon.com.

Não encontrou… Podemos utilizar a criatividade e pegar aquela forma de bolo da vovó! Tenho certeza que o seu cachorro vai adorar!

Forma de bolo simples!

25

07 2011

Meu amigo foi me buscar na escola

Hoje no dia do amigo vou prestar minha homenagem ao meu primeiro grande amigo de quatro patas, o Duque, meu vira-lata que adotei quando eu tinha 7 anos e partiu da minha vida quando eu tinha 26 anos, foram 19 de fidelidade e amizade.

Gostaria de dividir uma história deste companheiro de muitas aventuras. Um dia eu e meus amigos nos surpreendemos com o Duque e mais dois cães que moravam na mesma rua, a Pantera e o Boob, na frente da escola.

Surpreendentemente eles tinham ido nos buscar na escola. Nos perguntamos preocupados, eu e meus vizinhos, o que será que havia acontecido para eles estarem tão longe de casa, eles haviam fugido e foram direto para a escola, danados!

Nossos pais estavam procurando eles pelo bairro, acharam que a carrocinha havia levado eles (cresci em São Paulo lá tinha carrocinha, não sei se ainda tem ?).

Sei que para nós naquele momento nada importava, na nossa inocência infantil estavámos muito felizes por ver os nossos amiguinhos, lembro da sensação gostosa de ter o meu amigo me recebendo no portão da escola, ele estava feliz, e eu surpresa e radiante.

Neste dia eu percebi a real dimensão da nossa amizade e fidelidade. Voltamos para casa brincando durante todo o caminho, estava muito orgulhosa do meu amigo, quem não gostou nada foi minha avó que estava atrás dele, ele levou uma bronca!

Ele nunca mais foi me buscar, afinal era perigoso para ele andar solto.

A minha avó contava que o Duque pedia para abrir o portão de casa sempre na mesma hora, a da saída da escola.

Guardo com muito carinho a visão do meu amigo no portão da escola. E agradeço todos os dias pelos meus muitos amigos de quatro patas, os cães e os gatos.

Um feliz dia do amigo.

20

07 2011

A idade chega para todos

Yuri meu Idoso

Dificuldade para descer escadas, andar mais lento, demorar para atender a um chamado, são sinais de que algo mudou, o tempo passou e o corpo já não é o mesmo.

Para quem pensou que estou falando de uma pessoa idosa, acertou, mas não a pessoa e sim de um idoso, um cão idoso.

A idade chega e percebemos que aquele cachorrinho que conhecíamos já não é mais o mesmo.

As alterações no idoso são muitas, podem aparecer dificuldades de visão, audição, artrose entre outras.

Procure o seu veterinário de confiança e faça sempre exames preventivos no seu cachorro, problemas diagnosticados cedo podem ser tratados, ou minimizados prolongando com qualidade a vida do nosso amiguinho.

Mas para aqueles que já estão cegos, o que fazer?

Uma dica legal para aqueles cachorros que estão esbarrando nos moveis em casa é colocar cheiro nas quina, o olfato dos cães é apurado, procure comprar um perfume que não se assemelhe a nenhum outro que você use para não confundi-lo. Aplique diariamente ou em dias alternados. Não tem necessidade de aplicar muito.

Eu recomendo o uso do spray aromatizador de lençóis e toalhas da Greenleaf, utilizei o Valencia pois achei suave e agradável.

Não mudar a decoração da casa é importante, pois o velinho se acostuma e aprende a desviar.

Procure sempre passear pelos mesmos lugares, ele se sentirá mais seguro pois os cheiros são familiares e o passeio será proveitoso.

Para que ele não se assuste com pessoas estranhas, seja em casa ou no Pet Shop, a orientação é sempre aproximar-se devagar, oferecendo a mão para ele cheirar , ou o antebraço, assim ele saberá que tem alguém se aproximando.

Muito carinho, paciência e amor o nosso vovozinho viverá feliz e confortável.

18

07 2011

Colinho bom…

Eu e Padme

Ela esta sentada escrevendo, vou lá… Vou deitar aqui, rororroorom, faço fofinho ronronron! 

Quem tem gato sabe, é só relaxar bem confortável no sofá, que lá vem… Aquele bichano peludo, fofinho e gostosooooo.

Tenho que confesar… meus post são escritos em parceria com minha felina, muito gostosa, que insiste em deitar em cima do iPad, clicar na tela com a patinha, passar o focinho nas quinas e ficar indignada quando apoio o tablet nela para escrever.

Depois de muito reclamar encontramos uma maneira, confortável para ela claro!

Felinos… Definitivamente somos os humanos de estimação!

15

07 2011

Meu cachorro é hipocondríaco

Cachorro Hipocondriaco

Descobrir meu amado poodle diabético foi um choque, como veterinária sei das dificuldades do tratamento, pois a insulina só existe injetável. Pensei muito em como tornar este momento agradável, afinal é para a vida toda.

Já faz cinco anos, que seguimos com a mesma rotina, duas vezes ao dia as 8h00 e as 20h00, e o velhinho vai bem obrigada.

O momento da injeção de insulina, é o momento mais feliz do dia para o meu pequeno, ele late, rodopia e abana o rabinho, é a coisa mais fofa.

Como fazer? Reforço positivo, a cada espetada um petisco sem calorias.

Assim ele associou: uma injeção, uma gostosura.

Os nossos amiguinhos gravam o que é agradável e prazeroso com facilidade.

Quando for dar remédio para o seu amiguinho nunca force a situação, pegar na marra, segurar, abrir a boca empurrar o comprimido vai terminar com o cachorro estressado e você no mínimo incomodado, pois se nos colocarmos no lugar deles, é um momento ruim.

Comece sempre oferendo a medicação com você relaxado, alivie a sua tensão, pois eles percebem que algo de estranho está para acontecer, e após administrar faça uma festa e ofereça sempre um petisco. Pergunte para o seu veterinário qual administrar, existem algumas restrições dependendo da medicação ou do dodói do nosso amiguinho.

Ter um amiguinho hipocondríaco é fácil, com amor e paciência ele vai entender que aquele comprimido ou injeção vai fazer com que ele fique com você por muitos e muitos anos!

14

07 2011

Vou falar sobre amor por cães e gatos

Para começar gostaria de dividir a minha história pessoal. Desde que me entendo por gente pensava em ser veterinária. Sempre tive muitos amigos de quatro patas, principalmente gatos, a primeira a Laidy, fez com a família de felinos ficasse grande, ela só tinha cria no meu armário, me recordo de muitas vezes quando criança  abrir uma gaveta e me surpreender com filhotes miando baixinho, e todos os dias acordar com ronronadas e um dos gato afofando a na minha barriga. Que delícia!

Meu primeiro cão, o Duque, um SRD, foi meu melhor amigo na infância, e decisivo na escolha da minha profissão, partiu com 19 anos, quando eu já estava atuando como veterinária, penso nele com gratidão e lágrimas nos olhos, ele me apresentou este mundo maravilhoso de amizade, fidelidade e companheirismo dos cães.

 A minha família hoje é formada pelo Yuri, cão Poodle 13 anos, Pipoca, cachorrinha Maltês 2,5 anos, Preta felina SRD (vira-lata para a maioria, depois que casei ela ficou morando com meu pai) 7 anos, Padme felina Chartreux 2 anos, Gato (o nome dele realmente é Gato) felino Persa, 9 anos, este último é da minha sogra, frequente se hospeda em nossa casa e já é considerado da família. Esta turminha é a minha paixão e fonte de inspiração diária.

Aqui vocês irão conhecer histórias desta turma, aliada as minhas experiências atuando como veterinária de cães e gatos há nove anos.

Pretendo oferecer soluções para as dificuldades do dia a dia, falando como proprietária que sou e também como veterinária.

Sou uma apaixonada por focinhos gelados, abanadas de rabo, olhinhos atentos, ronronados e também rosnadas e mordidinhas. Quero dividir esta paixão com vocês!

Então vamos lá… falar sobre cães e gatos.

Sejam bem vindos!!

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07 2011